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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A presença de Maria

"Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará." Essas foram as palavras de Nossa Senhora, de Maria, em Fátima, Portugal na sua aparição aos três pastorinhos. O triunfo do Imaculado Coração de Maria está a cada dia mais próximo, mesmo diante da nossa indiferença sobre o pedido de Maria fez, sobre a meditação do Rosário diário, as orações, súplicas. A cada dia os católicos têm se esquecido do pedido que Maria nos fez. A meditação do Rosário, que embora muitos protestantes não concordem, é a meditação da vida de Jesus. Um breve relato sobre os mistérios: os primeiros, os gozosos, falam do anúncio do anjo Gabriel a Maria sobre ela dar a luz ao Filho de Deus, lembrando Jesus é o centro, é Ele quem vai nascer, a visitação de Maria a Santa Isabel, e o Cântico de Maria, Magnificat, Lc 1:46, maravilhosa canção sobre o poder de Deus, o Nascimento de Jesus, não tem como ser mais "Cristocêntrico", a apresentação de Jesus no Templo e sua perda e encontro, no qual Jesus estava cuidando das coisas de seu Pai. Posteriormente, o Papa João Paulo II instituiu os mistérios luminosos, que se trata da vida pública de Jesus: Batismo, Primeiro milagre em Caná, pela intercessão de Maria, que disse uma das mais belas frases de todo Evangelho, exaltando seu poder de Intercessora junto a Jesus: "Fazei o que ele vos disser." Jo 2:5., Jesus pregando o Reino de Deus, Sua Transfiguração e a Instituição da Eucaristia, feita na última ceia. Nos mistérios dolorosos meditamos toda a Paixão, Morte e Ressureição de Jesus, sua agonia, flagelação, coroação de espinhos, subida do Monte Calvário com a cruz e sua Crucificação e Morte e, por fim, nos mistérios gloriosos, contemplamos a glória de Jesus, sua ressurreição, ascensão, envio do Espírito Santo, a assunção de Maria aos céus, diferentemente da Ascensão de Jesus, e sua coroação como Rainha de todos os anjos e santos. Se olharmos bem, a presença de Maria é vivida em todos os momentos da vida de Jesus, desde seu nascimento a sua morte e ressureição, e pode ser sentida também na nossa vida. Ela quer que nos entreguemos totalmente a Jesus, pois ela se entregou totalmente a Ele, a sua vontade. Como São Luis Maria Montfort disse " Se foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, é também por meio dela que Ele deve reinar no mundo." Maria está sempre ao nosso lado. Rezamos sempre a Ave Maria pois é a oração que o anjo de Deus, Gabriel, disse ao ver tanta beleza na pobre serva Maria: Ave Cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. A segunda parte da Ave Maria, se inicia com um dogma, um dos primeiros, do Concílio de Éfeso em 431, "Santa Maria, Mãe de Deus" acrescida de uma oração já feita por um convento em Florença, mais tarde estabelecida pelo Papa São Pio V em 1568. A presença de Maria faz parte da presença da Igreja desde os tempos de Jesus até hoje, suas aparições comprovadas e o desejo que ela tem de que todos se convertam a seu filho Jesus, fazendo a sua vontade, da mesma forma que ela disse a muito tempo atrás e que precisamos dizer todos os dias: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra." Lc 1:38.


Pedro Henrique Mendes
Equipe Missionária Anunciadores da Cruz

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Perdão... libertar a corrente...

Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15).


Mas... nos perguntamos, o que quer dizer a palavra perdoar?

A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar:"e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).


O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).

(trecho retirado do site http://www.estudosdabiblia.net/d42.htm)

"Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4).

O perdão deve ser dado SEMPRE, mesmo que o pecado nos irrite, ou nos faça constrangidos... devemos sempre perdoar, pois não cabe a NÓS julgar, somente a Deus...

Gostaria de partilhar um sonho que tive para ilustrar esse perdão...

Eu, por muitas vezes neguei o perdão... via o perdão como uma injustiça, não só contra mim, mas julgava, quando alguns justos pediam perdão e outros não arrependidos não pediam... e eu ficava revoltado com isso...
Contudo, Deus me mostrou uma visualização, do porque temos de perdoar sempre... quando alguem comete algum "pecado" contra nós, pelas mãos do demônio, forma-se uma corrente, entre os dois... e esta corrente está presa aquele que cometeu o pecado como uma coleira, e ao que foi injustiçado, está na mão do mesmo esta corrente...
Pois bem, aí que entra o perdão.. o que significa nessa história, NÃO PERDOAR??? significa que vc terá sempre a corrente em sua mão, e torturará aquele que te ofendeu com o pecado dele... Rezamos sempre... "... levai as almas todas para o céu..." mas quão hipócritas somos, se pedimos isso, e ao mesmo tempo seguramos a CORRENTE, não deixando o pecador se libertar desse pecado, "torturando-o"...

Por outro lado, com o perdão, lançamos mão da corrente, libertamos o irmão... daí se inicia outra batalha... o pecador PEDIR perdão... pq aí, só assim ele quebrará a coleira de seu pescoço... do contrário, andará para sempre com o peso da corrente... 

É certo perdoar, mesmo quando alguem não QUER este perdão... sim, é certo... Jesus assim o fez, e nós somos chamados a SEMPRE seguir o exemplo de nosso Salvador... não torturemos o próximo com o pecado dele... e não andemos por ai, arrastando correntes... 

Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo nos guarde e nos liberte de toda a falta de Perdão...

Jorge Luíz Souza Rodrigues
Equipe Missionária Anunciadores da Cruz

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os pobres e doentes

A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com freqüência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que legaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias.

A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias.

No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos.

No caso de Alexandria, o bispo Dionísio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”.

Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”.

Fraternidade Toca de Assis

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deus de lado

A vida é muito grande para irmos vivendo levando-a com a barriga e deixando escolhas a serem feitas na mão de outros e a oportunidade de decidir, literalmente, ser terceirizada.


Não é à toa que o Papa, na Mensagem para o Dia Mundial da Juventude, nos chama a atenção para isso. E pede que estejamos enraizados e fundados em Cristo, firmes na fé.


O bacana é que as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isso significa que é o próprio Cristo toma a iniciativa de radicar, fundar e nos tornar firmes. Não como uma terceira pessoa, mas como uma segunda.
Um “TU”. Alguém que não se preocupa com resultados, e sim, com lutas de amor.


Quantas vezes não quis viver minha vida por mim mesmo e busquei em Deus apenas um “paliativo” para um momento de “deprê”, ou até mesmo como um “Chapolim Colorado” que, à minha súplica, “Oh, e agora? Quem poderá me defender?” pudesse aparecer e resolver todas as coisas sem o meu menor esforço.
Deus é Pessoa que se relaciona, que quer de nós um tu a tu. Isso nos enraíza no que não passa, pois tudo passa! Deus não.
Ele nos fundamenta no que é firme, concreto e não em um modismo que, de tempos em tempos, muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre.
Sei que você (que está lendo este texto) deseja algo mais do que a vida cotidiana regular, que um emprego seguro, grana no bolso, etc., etc.. Sentimos o desejo pelo que é realmente grande e que alimenta nossa sede de eternidade e felicidade. Fomos criados para aquilo que é grande, para o infinito.


Qualquer outra coisa é insuficiente. Fomos criados para Deus. Um Deus, um Tu! E, neste tempo, que parece quererem colocar Deus de lado, precisamos, com nossa vida, proclamar: Não coloco Deus de lado, mas sim ao meu lado. Sempre comigo nas subidas e descidas da vida. Minha raiz, minha base sólida e eficaz.
Não tenho receio de contar com Ele no meu dia a dia, nos meus momentos de alegria e de tristeza. Desejo o que Ele deseja para mim, pois sei que o que Ele tem será sempre maior. Será sempre uma preparação para o céu! Assim, a vida torna-se autêntica e nunca “genérica”. Somos de Deus, estamos no mundo e desejamos o céu! Mas, antes de ir para o céu, que tal ir para Madri se encontrar com o Papa e os jovens do mundo inteiro? Gostou da ideia?


Adriano Gonçalves
Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eucaristia e Confissão, armas contra a tentação

Tua Palavra, Senhor, é mais penetrante que uma espada de dois gumes. Toca-nos, agora, Senhor, para que Tua Palavra possa trazer a vitória sobre qualquer espírito mau que queira nos enganar.

Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido e louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.

Se olharmos Colossenses, veremos que São Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha, uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino de Deus. E a experiência de muitos é esta: "Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?"

Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranquila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até os santos foram perseguidos.
Seguir Jesus, num momento de entusiasmo, é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento é difícil. Mas existe uma coisa, uma técnica que frequentemente o demônio usa para nos atacar: o desânimo, o desencorajamento. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansioso e triste. Ele é como um rato dentro em um duto. Você não o vê. Ele age durante à noite, esconde-se sem que ninguém o veja. Mas se você derramar uma chaleira de água quente lá onde ele está, ele vai ter de sair do buraco. Quanto mais louvamos a Deus, tanto mais o maligno não consegue suportar isso e foge.

O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de seguir em frente.

Não temos por que temer o diabo, pois ele já foi derrotado. Ele é que tem de ter medo de você e de mim! A razão para isso é simples: nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino de Altíssimo. O maligno tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva e ódio de nós por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. E faz tudo para nos enganar, para que voltemos desencorajados e desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.

É nosso papel lutar contra essas táticas que inimigo de Deus utiliza para nos desanimar. Outra tática usada por ele é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.

O maligno diz que, por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. E faz de tudo para que nós saiamos do caminho da vontade do Senhor. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são apenas relacionadas ao sexo, à raiva, a sentimentos de ódio e vingança. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo-Lhe que elas pertenciam a Ele.

Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas certas não precisaremos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante do Corpo de Cristo, porque é sinal de humildade, enquanto ele luta para ter poder. Jesus Cristo quis, por um momento, aniquilar a Si mesmo, entrando nas espécies do pão e do vinho para ficar perto de nós. Uma outra arma forte contra o maligno é o sacramento da confissão, que é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.

Frei Elias Vella